Fenômeno ocorre à noite e será visto em poucos pontos do Brasil. Trânsito de Vênus só deverá se repetir em 2117.

Nasa registra o começo do trânsito de Vênus entre a Terra e o Sol (Foto: Reuters/Nasa) A Nasa registra o começo do trânsito de Vênus entre a Terra e o Sol
 Nasa (agência espacial norte-americana) mostra as primeiras imagens do trânsito de Vênus entre a Terra e o Sol, que acontece nesta terça-feira (5). O fenômeno de quase sete horas de duração será visto como um ponto preto na superfície solar. No Brasil, ele só deve ser visto em alguns pontos do Acre, do Amazonas e de Roraima.  
Os Trânsitos de Vênus são pouco comuns, acontecem em pares separados por oito anos e depois não voltam a ocorrer em menos de 100 anos. O último foi em 2004, e, após esse, que completa o par, os especialistas calculam que não acontecerá outro até 2117.
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O início do fenômeno será visível na América do Norte (em todos os Estados Unidos, no centro e no leste do Canadá), em toda a América Central e no Caribe e no norte da América do Sul (na parte central e norte do Peru, em Equador, Colônia e na Venezuela, em quase todo o território), desde que o tempo fique aberto. O final do fenômeno não será visto nestas regiões por causa do pôr-do-sol.
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Toda a passagem de Vênus diante do Sol poderá ser vista no leste da Ásia e na região do Pacífico Ocidental. Na Europa, Oriente Médio e no sul da Ásia serão visíveis as etapas finais da passagem, à medida que for amanhecendo na região, na quarta-feira (6).
A maior parte da América do Sul, assim como o oeste e o sudoeste da África, não conseguirão observar o fenômeno. 
A Nasa prometeu "a melhor vista possível do evento" através de imagens em alta resolução captadas de seu Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), em órbita ao redor da Terra. No site da agência é possível ver o trânsito em tempo real.
"Uma passagem assim é um espetáculo maravilhoso e raro. Se levarmos em conta a imensidão do céu, é bastante incomum que um planeta passe em frente ao disco do Sol e é preciso esperar 2117 para [ver] o próximo", disse o co-pesquisador do SDO, Richard Harrison.
No entanto, os especialistas advertem que o fenômeno só deve ser observado com mecanismos que bloqueiem a luz solar aprovados para evitar risco de cegueira.