Confusão ocorreu durante protesto por gratuidade em transporte público.Ônibus foram pichados e polícia chegou a usar spray de pimenta.

Estudantes picharam ônibus enquanto estavam parados no sinal, próximo ao Terminal de Integração de João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1) Um protesto realizado na manhã desta quarta-feira (8) acabou em tumulto entre policiais e estudantes no Centro de João Pessoa. A confusão ocorreu durante uma manifestção estudantil pela gratuidade no uso de ônibus. Segundo a organização do movimento, os estudantes picharam ônibus porque a polícia tentou impedir o movimento.
Após saírem do Lyceu Paraibano, escola da rede estadual onde aconteceu a concentração do protesto, os estudantes dizem que os policiais militares da Força Tática tentaram impedir a manifestação. “Foi nesse momento que resolvemos radicalizar: nós pichamos alguns ônibus e tentamos fechar algumas ruas. A Polícia Militar agiu de maneira muito truculenta. Agrediu alguns companheiros com cacetetes e sprays de pimenta”, contou o diretor de eventos do grêmio estudantil do Lyceu Paraibano, Heráclito Targino.magens ao lado mostram o momento em que um policial usa o spray de pimenta durante o confronto.
O capitão Clecitoni Francisco, comandante da Força Tática da Polícia Militar, explicou que após a ação de pichação de ônibus, dois estudantes que estavam na organização do protesto foram encaminhados para 2ª Delegacia Distrital, em Cruz das Armas, para prestarem esclarecimentos. Um outro estudante que foi flagrado tentando jogar pedras em um carro da PM também foi levado para a delegacia. Ainda segundo o capitão, não houve confronto direto entre a Força Tática e os manifestantes.
Segundo a polícia, participaram do evento cerca de 5 mil estudantes de escolas como Olivina Olívia e Burity. Durante toda a manhã desta quarta-feira, o trânsito nas proximidades do Parque Solón de Lucena ficou bastante complicado. Os agentes de mobilidade da Superintendência de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) foram acionados para disciplinar o tráfego na área.

Os estudantes pretendiam ir em passeata até a Assembleia Legislativa da Paraíba, onde tinham a esperança de ser recebidos por algum deputado. “O nosso movimento, o Passe Livre Já, é pacífico, mas não pretendíamos sair de lá sem pelo menos uma promessa”, afirmou Heráclito Targino, diretor do grêmio estudantil, que promoveu a manifestação.
“Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, a gratuidade já é um fato concreto, por que na Paraíba não pode ser? Vamos até a Assembleia e esperamos ser recebidos por alguém, caso contrário pretendemos radicalizar o nosso movimento”, explicou Heráclito Targino.
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