Você sabia que a possibilidade de ocorrer uma gravidez não planejada em mulheres sexualmente ativas gira em torno de 85% por ano? “Isso, é claro, quando ela ou seu parceiro não utilizam qualquer método contraceptivo”, ressalta a ginecologista Silvia Hippólyto, que atende na Clínica Cearense de Ginecologia e Obstetrícia, de Fortaleza.
 
Por isso, na opinião dela, o uso da camisinha deve ser incorporado à vida sexual das mulheres. Até porque também previne contra uma série de doenças transmissíveis por meio da relação. Além disso, é indicada se você não tem parceiro fixo.
 
Quando usada de forma correta, tem uma taxa de eficácia de 98% na prevenção da gravidez. O preservativo masculino é o mais comum. Feito de látex, deve ser colocado no órgão masculino ereto logo antes de qualquer contato das regiões íntimas. É também o método com menor custo.

 

  Para as mulheres
 
Ainda pouco difundido no mercado, apesar de existir há mais de dez anos, o preservativo feminino é uma boa opção de contraceptivo. É uma “bolsa” feita do mesmo material que a camisinha masculina, mas que possui dois anéis nas extremidades.
 
À primeira vista, parece difícil de ser colocada. No entanto, a médica Ana Cláudia Camargo, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Brasil, em Santo André, explica que não há mistério algum. "É a mesma coisa que colocar um absorvente interno, mas muito mais simples, porque já vem lubrificada. Basta apertar o anel mais endurecido e introduzi-la com o apoio dos dedos.”
 
Além de proteger contra DSTs, a grande vantagem do preservativo feminino é que pode ser colocado até oito horas antes da relação sexual. E não se esqueça: assim como a camisinha masculina, nunca deve ser reaproveitada.