Realizado pelo corpo de Bombeiros o jornalista foi convidado para participar da simulação de um acidente envolvendo uma moto no centro de João Pessoa.

Na tarde da última Sexta-feira o redator chefe do portal J1 o repórter Jairo Silva participou de uma simulação de um acidente envolvendo uma moto no pavilhão do chá no centro de João Pessoa o intuito é conscientizar a população como proceder num caso de acidente com vítima envolvendo motociclista. Na ocasião o tenente do corpo de Bombeiros convidou o repórter para encenar uma vitima num provável acidente de moto.
Passo-a-passo a encenação foi feita desde a queda até o resgate feito pelo corpo de Bombeiros cinco soldados foram usados na simulação, inclusive duas ambulâncias do corpo de Bombeiros, sendo uma de resgate e suporte avançado.
O repórter teve que simular até as expressões de dores vividas por uma pessoa acidentada nessas situações o público presente aplaudiu e também aprovou o acidente simulado feito pelo Corpo de Bombeiros do Estado da Paraíba.
 Como prestar auxílio em caso de acidente
O aumento da frota de motocicletas, bem como o aparecimento de novas profissões, como a do motoboy fizeram com que acidentes envolvendo motos tenham se tornado bastante comuns, principalmente nas cidades. Estatísticas mostram que 2 motoboys morrem e outros 5 ficam feridos por dia na cidade de São Paulo.
O condutor, ao testemunhar ou chegar a um local onde tenha ocorrido um acidente com motocicleta, deve em primeiro lugar avaliar:
• Se tem conhecimento de Primeiros Socorros, deve parar e ajudar os acidentados. Se não tiver, chamar por socorro especializado e NÃO TOCAR nos acidentados.
Os fones são:
190 – Polícia Militar
193 – Bombeiros
194 – Polícia de Trânsito
1527 – Polícia Rodoviária Federal (apenas para as BR’s).
• Se outras pessoas já estão prestando socorro naquele momento: não parar, seguir em frente. Não há sentido em aumentar a confusão se os acidentados já estiverem sendo cuidados.
Caso decida ajudar, levar em consideração os seguintes pontos:
• Analise a cena geral do acidente e prepare o local sinalizando para evitar novas implicações. Utilize-se de galhos de árvores, triângulos e pisca-pisca de outros veículos etc.
• Mantenha a calma. A vítima já estará extremamente abalada se já não estiver em estado de choque. É necessário que a pessoa que esteja atendendo esteja calma o suficiente para também acalmar a vítima.
• Jamais faça a vítima saber qual a extensão real de seus ferimentos.
• Verificar se o piloto da moto está só ou acompanhado. Procurar avaliar pela aparência o estado de cada um se existe riscos adicionais, qual a extensão dos ferimentos, etc.
• Previna-se contra doenças infecto contagiosas; evite contatos diretos com o sangue ou fluídos orgânicos da vítima; não leve as mãos à boca, olhos ou pele; não se ferir ou se já estiver ferido isole-os; lave bem as mãos após o atendimento.
• Sem tocar nos feridos, observar o estado geral dos mesmos, procurar conversar para saber se estão conscientes ou não. Se conseguir conversar, fazer perguntas: como se sentem, se têm dores, etc.
• Anotar os dados do local e, com TODAS as informações, chamar por socorro especializado.
• Se os mesmos estiverem inconscientes, procurar determinar, SEM MOVER OS FERIDOS, se estão respirando e qual a freqüência de seus batimentos cardíacos.
• Pode haver problemas com os capacetes do piloto e acompanhante, dificultando a livre respiração: NÃO RETIRAR IMEDIATAMENTE OS CAPACETES, pois acidentes com motos são os de maior percentual de fraturas cervicais e na cabeça. Retirar o capacete de alguém com uma vértebra fraturada sem imobilizar pode matar ao invés de salvar.
• Se concluir que houve lesão cervical proceda de acordo com as técnicas de Primeiros Socorros para imobilizar o pescoço do ferido e só então proceda à remoção do capacete – preferência duas pessoas, uma segura a cabeça imobilizando-a e outra faz a retirada do capacete – e a outras ações de respiração e massagem cardíaca, se for o caso
• Verificar, SEM MOVER OS FERIDOS, se há casos de queimaduras, hemorragias ou fraturas nos membros. Se achar que o socorro for demorar ou as condições do piloto se agravar e se houver conveniência imediata para os feridos, utilizar as técnicas habituais do Curso de Primeiros Socorros, caso tenha conhecimento das técnicas.
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• Atenção; os procedimentos aqui descritos são básicos e abrangem os acidentes automobilísticos mais comuns. Para procedimentos mais graves (p. exemplo: vítima inconsciente, queimaduras, grandes acidentes etc.) procure o Curso de Formação de Condutores (Auto-Escola) mais próximo e peça uma apostila de primeiros socorros. Leia e leve essa apostila para consulta. Melhor ainda se você fizer um curso específico de primeiros socorros. Procure uma unidade dos Bombeiros para maiores informações.
Motos são menores e mais difíceis de enxergar do que automóveis, principalmente quando vistas de frente ou de trás. Em acidentes com motociclistas, os motoristas geralmente dizem que não viram a motocicleta. Pesquisas mostraram que os condutores, quando olham, esperam ver outros automóveis e não motos.
Para ser visto, o piloto deve saber que:
• A motocicleta pode ser posicionada mais à direita na faixa, mais à esquerda ou ao centro. Isso depende da situação, de maneira a melhorar sua segurança e ser visto melhor.
• Evitar trafegar ao lado direito dos demais veículos. Os motoristas não têm o hábito de usar o retrovisor da direita.
• Participar do fluxo de veículos sem “costurar”, usando a faixa regular como se estivesse de automóvel. Mudar de faixa constantemente ou andar entre as filas coloca o motociclista em áreas de baixa visibilidade dos automóveis ou pontos cegos.
• Ao trafegar ao lado de um veículo, colocar-se em posição tal que o outro condutor possa ver, diretamente ou pelo retrovisor.
• Cuidado ao passar perto de veículo parado: seus ocupantes podem abrir portas repentinamente. É comum também o condutor sair com o veículo da vaga sem ver que uma moto se aproxima.
• Ao ver um bloqueio, na pista à frente, criar uma zona segura, baixando a velocidade e mudando de pista com antecedência.
• Sinalizar sempre, mostrando sua intenção antes de manobrar.
Cresça e Apareça
Existem ainda outros cuidados que se deve tomar para aumentar as chances de ser visto no trânsito. Eles tornam a dupla moto/piloto mais fácil de ser vista pelos demais condutores:
• Para que os outros condutores vejam a moto, é obrigatório manter o farol aceso o tempo todo. Em motos modernas, não há como apagar o farol enquanto estiverem ligadas.
• Usar os sinais luminosos da motocicleta para chamar a atenção. Sinalizar com o pisca-pisca todas as mudanças de direção e de faixa, até quando não houver ninguém perto.
Anunciar presença com leves toques de buzina evita acidentes.
PILOTAGEM DEFENSIVA
Conceito:
Pilotagem defensiva é um estilo de pilotagem veicular onde o motorista tem especial preocupação com a segurança e economia. Tal preocupação não só em relação à sua condução, mas como a de terceiros. Um piloto que dirige defensivamente consegue prever o erro dos outros dando tempo para correções, dessa forma evita o envolvimento em acidentes e diminui consideravelmente o cometimento de infrações.
Dicas da Pilotagem defensiva:
Antes de viajar calibre adequadamente os pneus.
Verifique se a quilometragem da troca do óleo não vai “passar” durante a viagem. Se for o caso troque o óleo antes de pegar a estrada.
Sempre viaje com o tanque cheio. Você nunca sabe o que vai encontrar pela frente.
Ao entrar numa rodovia ganhe velocidade pelo acostamento de forma a já entrar “embalado” na primeira pista. Desta forma você não fechará os demais veículos.
Para sair de uma rodovia diminua a velocidade gradativamente. Se houver desnível não faça uma manobra brusca, deslize o veículo suavemente para o lado.
Se o pneu furar numa ponte ou viaduto, ande com o pneu furado até o outro lado.
Jamais faça ultrapassagens em pontes ou viadutos.
Viajando à noite em rodovia de pista dupla, trafegue até 80 km/h. Essa é a velocidade proporcional à visão oferecida pelo farol.
Durante a chuva verifique pelo espelho retrovisor se os pneus da sua moto estão deixando marcas nas pistas. Se não estão, a moto está aguaplanando (boiando sobre um véu de água), diminua a velocidade suavemente até as marcas voltarem.
Regule os faróis. Esse é um procedimento rápido e várias oficinas e seguradoras oferecem gratuitamente.
Segure o guidão com as duas mãos.
Use o retrovisor para controlar suas manobras, mas também use para controlar as manobras dos outros.
Nunca ultrapasse pela direita. Se não der para ultrapassar pela esquerda desista da manobra.
Quando for viajar repouse pelo menos meia hora antes, faça refeições leves. Comida pesada, bebida alcoólica e cigarro diminuem os reflexos.
Sente-se na moto de forma confortável e que de a impressão de domínio do equipamento.
Tenha todo o controle da moto, leia o manual de instruções. No trânsito não dá tempo para verificar “para que serve esse botão?”.
Faça as trocas de marcha no tempo certo. Trocar de forma antecipada faz o veículo perder velocidade, se trocar atrasado faz o veículo reduzir e dar trancos. Nas duas hipóteses há grande consumo de combustível.
Uma curva perfeita se faz assim: antes do início da curva diminua a velocidade para a compatível com a manobra. Durante a curva não acelere ou acelere gradativamente, isso fará a moto “assentar” na pista.
Verifique rotineiramente as luzes de seu veículo; pisca-pisca, faróis etc.
Conheça a autonomia de seu veículo, verifique se o volume de combustível dá para chegar ao destino com grande margem de segurança. No caso de dúvida abasteça.
Procure fazer algum curso de primeiro socorros. Isso pode ser útil para terceiros e para seus passageiros.
Cuidado para suas condições psicológicas, não pilote se estiver nervoso, deprimido, revoltado, estressado, com sono etc.
Se faz tratamento com algum remédio, verifique na bula se ele provoca sono ou diminuição de reflexos. Não pilote se for o caso.

VEJA AS FOTOS DA SIMULÇÃO







 




















Por Jairo Silva./ Créditos fotos: Laércio Silva