Erir Ribeiro cobra apoio da imprensa: 'Todos têm que ter responsabilidades'Reunião de emergência discutiu atos de vandalismos em protesto no Leblon.

Coronel Erir Ribeiro, Comandante da Polícia Militar, durante reunião de emergência convocada na manhã desta quinta-feira (18) pelo governador Sérgio Cabral no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após protesto que terminou em  (Foto: Estefan Radovicz/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)Após a queixa do uso excessivo de gás lacrimogêneo em protestos no Rio, um pacto foi firmado, na segunda-feira (15), entre Polícia Militar, Anistia Internacional, Ordem dos Advogados do Brasil e Secretaria de Direitos Humanos, para a moderação do uso de armas não letais. O acordo foi colocado em prática na manifestação desta quarta-feira (17), no Leblon, mas os atos de vandalismo levaram o coronel Erir Ribeiro, comandante da PM, a condenar a decisão na manhã desta quinta (18) (veja a entrevista de Erir na
"Não deu certo. Então, hoje [quinta], já vamos sentar para reavaliar. O gás é para dispersar os vândalos. Então, as pessoas falaram para não usar o gás. Nessa ação, foi prejudicada", disse Erir, após reunião de emergência no Palácio Guanabara.
A reunião foi convocada pelo governador Sérgio Cabral após a destruição causada por uma minoria de manifestantes no Leblon e em Ipanema. Após cerca de quatro horas de ato pacífico, um grupo de mascarados e policiais entraram em confronto por volta das 23h. Em seguida, dezenas de jovens inciaram saques, depredações e vandalismo pelas ruas dos bairros. Quinze pessoas foram detidas — apenas um segue preso — e cinco PMs ficaram feridos, segundo a polícia.
Se a PM não estiver ali, é anarquia. E todos têm que ter responsabilidades. Todos nós. Não brinque com o que está acontecendo, não. Ninguém sabe o que está por trás. Niguém sabe. Então, a responsabilidade da mídia é muito grande"
Erir Ribeiro, comandante da PM
'Cospem na nossa cara'
Coronel Erir Ribeiro, Comandante da Polícia Militar, durante reunião de emergência convocada na manhã desta quinta-feira (18) pelo governador Sérgio Cabral no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após protesto que terminou em  (Foto: Estefan Radovicz/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)
As críticas publicadas na imprensa sobre os suspostos excessos da PM foram alvo de Erir Ribeiro. "É mijo o que eles jogam em cima da gente. Cospem na nossa cara. Nós somos, também, cidadãos. Estamos para dar segurança a todos vocês. Inclusive para a imprensa. E nós não estamos tendo apoio dos senhores também", reclamou. "Se a PM não estiver ali, é anarquia. E todos têm que ter responsabilidades. Todos nós. Não brinque com o que está acontecendo, não. Ninguém sabe o que está por trás. Niguém sabe. Então, a responsabilidade da mídia é muito grande", comentou o comandante da PM.
Além de Erir e Cabral, participaram da reunião o secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame; a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha; o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto; e os secretários da Casa Civil, Regis Fichtner, e de Governo, Wilson Carlos Carvalho.