O grupo de coordenação formado por integrantes do Movimento Sem Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra e do Movimento dos Atingidos por Barragens foi recebido, às 17h, por uma comissão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) da Paraíba. A reunião é uma das solicitações impostas pelo movimento, que desde esta segunda-feira (14), iniciou nova manifestação de luta pela reforma agrária no Estado. A principal exigência dos trabalhadores rurais é por maior empenho dos órgãos federal e estadual para desapropriação de terras.
Cerca de duas mil integrantes do Movimento Sem Terra (MST) ocupam a frentedo Incra da Paraíba, no bairro Pedro Gondim. Os manifestantes prometem permanecer acampados no local até que a pauta de reivindicação seja atendida pelo Incra.
De acordo com Miram Silva, da coordenação do MST, também é exibido pelo grupo que a coordenação seja recebia pelo governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB). “Ontem enviamos solicitação de audiência com o governador. Esperamos ser recebidos ainda nessa quarta-feira”, disse.
Segundo ela, a previsão é ficar acampados na frente da sede até sexta-feira (18). “A nossa principal reivindicação é a desapropriação de terra. A última desapropriação feita pelo governo federal foi em junho de 2012. Ao Estado nossa principal solicitação também é desapropriação de algumas áreas. O governo prometeu firmar convênio com o Incra, mas até agora nada foi feito”, destacou Miriam Silva.
O movimento iniciou nessa segundo uma marcha estadual. O grupo saiu, por volta das 6h, do assentamento Wanderley Caixe, em Caaporã, a 45 quilômetros da Capital, e seguiu em direção Goiana (PE)/João Pessoa pela BR 101. As famílias acamparam no município do Conde, a 17 quilômetros da Capital. Eles retomaram a caminha nesta terça-feira por rodovias federais, passando pela avenida Cruz das Armas e pela Praça do Três Poderes, Centro da capital.
Por causa da marcha, alguns pontos da cidade tiveram problema no trânsito. As linhas de ônibus que seguem pela avenida Cruz das Armas tiveram que ser desviadas. O trânsito já foi restabelecido.
De acordo com a assessoria do Incra-PB, entre as ações promovidas pelo Incra, desde o surgimento do acampamento, no último mês de julho, estão: o cadastramento das famílias candidatas ao Programa Nacional de Reforma Agrária; a distribuição de cestas de alimentos do Programa Fome Zero do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), destinado a famílias em situação de vulnerabilidade nutricional; a distribuição de rolos de lona para minimizar o sofrimento das famílias que aguardam o processo de assentamento; o levantamento da cadeia dominial dos imóveis reivindicados pelas famílias acampadas; e a realização de estudo preliminar para verificar a viabilidade técnica da desapropriação dos imóveis pleiteados.