Segunda ex-mulher de Jair Bolsonaro acusa candidato de espancamento e “desequilíbrio mental”

 “Rogéria Bolsonaro afirma que ex-marido mandou agredir assessor e cita ‘desequilíbrio psicológico’ do candidato à Presidência”

Rogéria Bolsonaro, ex-mulher de Jair Bolsonaro Foto: Reprodução


Rogéria Nantes Braga Bolsonaro, mãe dos parlamentares Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro, acusou o ex-marido e candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), de ter sido o mandante do espancamento de um assessor político e ex-colega de Exército, Gilberto Gonçalves, ocorrido em setembro de 2000 na zona norte do Rio de Janeiro.

Segundo Rogéria, o motivo teria sido o fato de Gonçalves estar trabalhando como cabo eleitoral de sua candidatura à reeleição como vereadora do Rio, enquanto Jair Bolsonaro tentava lançar o filho Carlos, então com 17 anos, para disputar o mesmo cargo. A ex-vereadora afirmou que o episódio evidencia o “desequilíbrio psicológico e mental” do político.

O caso chegou a ser registrado na Polícia Civil do Rio de Janeiro, e Rogéria testemunhou que Bolsonaro teria passado pela rua onde Gonçalves estava panfletando e, insatisfeito, ordenado a agressão contra ele. A vítima sofreu ferimentos e declarou à imprensa na época: “Eles torceram meu braço, me algemaram e estou com dores na clavícula direita”.

Este é o segundo episódio público em que uma ex-esposa do candidato relata violência e instabilidade emocional. Anteriormente, Ana Cristina Siqueira Valle também acusou Jair Bolsonaro de agressão e ameaças de morte, chegando a deixar o país por questões de segurança.

Em entrevista à imprensa em 1997, Bolsonaro afirmou que a separação com Rogéria ocorreu após divergências políticas, e que sua ex-mulher deveria seguir suas orientações sobre decisões de voto no mandato de vereadora.

O episódio volta à tona agora, enquanto Bolsonaro disputa a presidência, reforçando discussões sobre seu comportamento e histórico pessoal.

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