Se existe uma lição no caso de Dudu Camargo, ela não está em uma história de superação ou em uma demonstração de talento extraordinário. O que se vê é um retrato de como a popularidade pode ser suficiente para fazer desaparecer críticas e transformar antigos detratores em admiradores de ocasião.
Pessoas que antes faziam questão de condená-lo agora disputam espaço ao seu lado, como se nada tivesse sido dito no passado. Não porque necessariamente tenham mudado de opinião, mas porque a conveniência e a visibilidade parecem valer mais do que a coerência.
O episódio expõe um problema antigo da televisão brasileira: princípios firmes costumam durar até que a audiência, a repercussão e a oportunidade batam à porta. A partir daí, críticas viram elogios, e antigos discursos são convenientemente esquecidos.
No fim, talvez a maior ironia dessa história não seja Dudu Camargo, mas a velocidade com que alguns mudam de lado quando a popularidade entra em cena.
