Foto reprodução Internet
O Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo abriu um inquérito para investigar o reality show “As Patroas”, criado pelos influenciadores Viih Tube e Eliezer, que colocava funcionários da residência do casal em uma competição por prêmios em dinheiro e benefícios.
A informação foi confirmada pelo próprio órgão após o caso ganhar grande repercussão nas redes sociais e levantar questionamentos sobre possíveis irregularidades trabalhistas e exposição indevida de empregados.
📺 Como funcionava o reality
O programa reunia cerca de 11 funcionários da casa do casal em dinâmicas e provas que valiam prêmios como dinheiro, eletrodomésticos e até uma motocicleta. Em algumas etapas, os participantes também disputavam vantagens como redução de carga de trabalho e benefícios internos.
Segundo a proposta divulgada pelos próprios influenciadores, os episódios seriam publicados semanalmente, com desafios dentro da própria mansão onde trabalham os funcionários.
⚖️ O que está sendo investigado
De acordo com o MPT, o procedimento foi aberto após o órgão tomar conhecimento da iniciativa pela imprensa e agora busca apurar:
- possíveis irregularidades trabalhistas;
- eventual assédio moral ou constrangimento;
- uso da imagem dos funcionários em contexto de trabalho;
- validade da participação dos empregados em atividades de entretenimento.
O caso ainda está em fase inicial e não há conclusão sobre eventual infração.
💬 Repercussão e críticas
A polêmica cresceu rapidamente nas redes sociais, onde internautas criticaram a ideia de transformar a rotina de empregados domésticos em conteúdo de entretenimento.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também se manifestou de forma indireta, reforçando que “humilhação não é entretenimento” e que situações vexatórias no ambiente de trabalho podem configurar assédio moral.
📉 Reality foi retirado do ar
Após a repercussão negativa, o casal apagou o primeiro episódio do projeto das redes sociais. Até o momento, Viih Tube e Eliezer não se pronunciaram oficialmente sobre a investigação.
Algumas funcionárias chegaram a se manifestar em defesa do projeto, afirmando que a participação seria voluntária e que os prêmios oferecidos eram atrativos.
🔎 Caso segue em apuração
O MPT segue reunindo informações para avaliar se houve ou não violação da legislação trabalhista. Caso sejam identificadas irregularidades, o órgão poderá adotar novas medidas no decorrer do processo.
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