Ataque em massa da Rússia deixa mortos e mais de 100 feridos na Ucrânia



Bombardeio atingiu Kiev e outras cidades ucranianas durante a madrugada; prédios residenciais foram incendiados e milhares ficaram sem energia.

A Rússia realizou um ataque aéreo de grande escala contra a Ucrânia na madrugada desta terça-feira (2), provocando mortes, destruição e deixando mais de 100 pessoas feridas, segundo autoridades ucranianas. Equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes sob os escombros de edifícios atingidos.

Na capital Kiev, sistemas de defesa aérea foram acionados durante a madrugada para tentar interceptar os ataques. Moradores receberam orientações para procurar abrigo em estações de metrô e outros locais de proteção enquanto explosões eram registradas em diferentes regiões da cidade.



De acordo com autoridades locais, um prédio residencial de nove andares foi atingido e incendiado após os bombardeios. Outro edifício de 24 andares também pegou fogo, em um ataque que, segundo as primeiras informações, teria sido realizado com mísseis. Há relatos de moradores presos sob os escombros.

Além dos danos estruturais, cerca de 140 mil moradores ficaram sem energia elétrica em Kiev após os ataques.


Na cidade de Dnipro, a quarta maior da Ucrânia, pelo menos quatro pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas. As autoridades locais informaram que diversas áreas urbanas foram atingidas durante a ofensiva.

As forças de segurança ucranianas afirmaram que a Rússia lançou 73 mísseis e 656 drones contra o território do país, atingindo dezenas de alvos. Segundo o governo de Kiev, sistemas de defesa conseguiram interceptar parte significativa dos equipamentos utilizados no ataque.

Enquanto isso, uma refinaria de petróleo na região de Krasnodar, na Rússia, também registrou um incêndio após um ataque com drones. Até o momento, não há informações sobre vítimas nem confirmação oficial sobre a autoria da ação.

A escalada da tensão ocorre dias após Moscou afirmar que realizaria ataques sistemáticos contra alvos ligados às forças armadas da Ucrânia e centros de tomada de decisão em Kiev. O conflito entre os dois países segue sem perspectivas de uma solução imediata, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação o aumento da violência na região.





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