Medicamento insubstituível para hipertensos tem lotes recolhidos pela Anvisa após erro em embalagem

Falha na rotulagem do Maleato de Enalapril 20 mg levou ao recolhimento voluntário de nove lotes; medicamento é amplamente utilizado no controle da pressão alta e doenças cardíacas


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou o recolhimento de nove lotes do medicamento Maleato de Enalapril 20 mg após a identificação de um erro de rotulagem na embalagem do produto. A medida foi publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial da União e envolve lotes fabricados pela empresa Hipolabor Farmacêutica.


O recolhimento foi iniciado de forma voluntária pela própria fabricante após a constatação de uma inconsistência textual na embalagem secundária do medicamento. Segundo a Anvisa, embora os comprimidos contenham corretamente 20 mg de maleato de enalapril, a descrição impressa na caixa informava, de maneira equivocada, a dosagem de 10 mg.


Amplamente utilizado no tratamento da hipertensão arterial e de determinadas doenças cardíacas, o Maleato de Enalapril é considerado um medicamento praticamente insubstituível para muitos pacientes que dependem do controle contínuo da pressão arterial e da manutenção da saúde cardiovascular.


A Anvisa destacou que o problema está restrito à informação impressa na embalagem e não à composição do medicamento. Ainda assim, a divergência pode causar dúvidas entre pacientes, profissionais de saúde e estabelecimentos farmacêuticos, justificando a adoção da medida preventiva.


Consumidores que possuam unidades dos lotes afetados devem verificar as informações do produto e buscar orientação junto aos canais oficiais da fabricante ou dos serviços de saúde. O recolhimento tem como objetivo garantir a segurança dos pacientes e assegurar que todas as informações presentes nas embalagens estejam em conformidade com as exigências sanitárias.


A agência reforça que ações como essa fazem parte do monitoramento contínuo da qualidade dos medicamentos comercializados no país, visando proteger a saúde da população e evitar riscos decorrentes de falhas de identificação ou rotulagem.




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